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Palimpsesto

"Para sobreviver é preciso contar histórias“

Tarde de 25 de fevereiro de 1980, segunda-feira. Na Rue des Écoles, uma carrinha de lavandaria conduzida por um motorista ligeiramente alcoolizado, envia, com estrondo, para as urgências do Pitié-Salpêtrière, um homem de 64 anos, inconsciente e sem documentos, que viria a morrer um mês depois, na sequência do evento. Era Roland Barthes, identificado pelo seu colega Michel Foucault. Ambos professores no Collège de France. O caso não parecia relevante, não fosse o pormenor de que (...)