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Palimpsesto

"Para sobreviver é preciso contar histórias“

Os despojos do dia

O dia perfeito para escrever sobre um dos meus autores preferidos. Hoje é o aniversário de Kazuo Ishiguro. Os despojos do dia, O gigante enterrado, Nunca me deixes, As pálidas colinas de Nagasáqui, Um artista do mundo flutuante, Quando éramos órfãos, são os títulos que li até ao momento. Noturnos e Os inconsolados esperam o momento oportuno, um momento em que possa abrir o livro com o tempo de (...)
Outrora é um lugar situado no centro do universo. As suas fronteiras cardeais são guardadas pelos quatro arcanjos, a norte Rafael, a sul Gabriel, a ocidente Miguel e a oriente Uriel. Outrora é divinamente protegida e tudo corre bem. É na floresta de Outrora que se encontra o coração do micélio, e este, sábio e intemporal, como Deus, fala a quem o escute, num sussurro que não tem tempo nem significado, apenas evidência e clareza. Como em todos os lugares pequenos há um (...)
É por isso que o mundo em que vive no presente muda pouco a pouco, adequando-se a esta nova realidade. É assim o conhecimento: o mundo altera-se de acordo com a nossa perceção. Existe, sem dúvida, aqui e agora, mas do ponto de vista fenomenológico, o mundo não passa de uma entre um número infinito de possibilidades. Somos todos loucos por aqui. Seria uma  advertência adequada a figurar nos marcadores que acompanham os livros de Murakami. Mas ninguém nos avisa. Termos lido (...)
... mas antes um blog de experiências literárias, mas também cinematográficas, musicais, quotidianas, enfim, pensamentos e rabiscos. Como se o espaço virtual não estivesse já cheio deles! Palimpsesto, do grego παλίμψηστος. De acordo com a infopedia, refere-se aos pergaminhos ou papiros que contêm vestígios de um texto manuscrito anterior, que foram raspados, apagados, para permitir a reutilização do material. Era uma prática comum na Idade Média entre os monges (...)